segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Resoluções de ano novo

Ontem cheguei a casa e sentei-me no chão do alpendre dentro de um casaco da neve, a minha cadela veio encostar-se a mim e preguiçar com a cabeça no meu colo. Enquanto ali estava quentinha, a fazer festas na Grid e a contemplar o céu estrelado (é tão bom morar no campo e poder ver as estrelas!) comecei a rever alguns momentos deste ano: os maus e os bons.

Os meus amigos que afinal não eram meus amigos,
Os filmes com o meu ex-namorado e os amigos dele,
As desilusões que tive...

Pensei que para o ano, as pessoas que participaram nos maus momentos iam ficar para trás assim como esses momentos.

Fiz mentalmente uma lista das pessoas em que iria investir mais e com as quais vou passar mais tempo.

Lembrei-me de pequenos momentos:
O segurança do metro quando a máquina dos bilhetes encravou
Os tempos no hospital da faculdade
As noites que me deitava no chão no meio dos meus cães a ver as estrelas
A viagem do Algarve para Lisboa
As férias em Manta Rota
Uma ida a Monte Gordo
Um serão em minha casa
Um pôr do sol no miradouro da Graça
O dia em que eu e a Musa chorámos juntas
Certas noites no bairro alto
Jantares em casa da Carolina
Aquele dia na praia
Cafés no Magnetic
As madrugadas dentro do carro a conversar
Os convívios em minha casa
Entre tantos outros...

Para este novo ano que se aproxima vou acabar o ano lectivo, vou tirar a carta de condução de uma vez por todas, vou fumar menos, vou começar a ir ao ginásio regularmente, vou dar mais atenção à família. vou discutir menos, vou guardar mais as minhas
opiniões para mim, vou pensar mais, vou analisar mais, vou ser mais cautelosa, vou passar mais tempo de qualidade com os meus amigos... Espero cumprir!

Um bom ano para todos!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

How?

How can I think I'm standin strong,
Yet feel the air beneath my feet?
How can happiness feel so wrong?
How can misery feel so sweet?
How can you let me watch you sleep,
Then break my dreams the way you do?
How can I have got in so deep?
Why did I fall in love with you?

This is the closest thing to crazy I have ever been
Feeling twenty-two, acting seventeen,
This is the nearest thing to crazy I have ever known,
I was never crazy on my own:
And now I know that there's a link between the two,
Being close to craziness and being close to you.

How can you make me fall apart
Then break my fall with loving lies?
It's so easy to break a heart;
It's so easy to close your eyes.
How can you treat me like a child
Yet like a child I yearn for you?
How can anyone feel so wild?
How can anyone feel so blue?

This is the closest thing to crazy I have ever been
Feeling twenty-two, acting seventeen,
This is the nearest thing to crazy I have ever known,
I was never crazy on my own:
And now I know that there's a link between the two,
Being close to craziness and being close to you.

Katie Melua

domingo, 16 de dezembro de 2007

Viver...

"Não viva no passado, não sonhe com o futuro, concentre a mente no momento presente."
Buda


"Existem dois dias no ano em que não podemos fazer nada: o ontem e o amanhã"
Mahatma Gandhi

sábado, 15 de dezembro de 2007

Spinning


Free me from these chains I need to change my way
Heal these broken wings I need to fly far away, far away, far away

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Mais um

Acordei quando a pessoa mais importante, neste momento, na minha vida entrou pelo meu quarto a dentro. Ainda meio ensonada sorri abertamente! Já não a via há uns dias...

Levantei-me.
Levantei-me e senti algo diferente em mim... Senti que estava mudada, a minha pessoa evoluiu em algum aspecto, cresceu nalgum sentido que ainda não consegui descobrir.

Na minha cabeça, ao mesmo tempo que ia pondo a conversa em dia, não me saía a ideia de ter que marcar aquele dia... Era um dia parecido com um dia de Março em que a minha vida mudou, em que cresci mais um bocadinho, em que evolui...

Olhei-me ao espelho por vários minutos, enquanto pensava seriamente em fazer um piercing...

Este ano fiz dois...
É a minha maneira de me libertar do passado. Talvez seja estúpido fazer piercings... Talvez seja primitivo... Talvez seja masoquismo... O que é certo é que é uma coisa que me dá gozo, que me liberta e que para mim tem significado. Os furos são túneis de passagem, de transição. É deixar para trás e seguir em frente... Talvez não faça sentido. Talvez seja difícil de entender. Talvez me julguem louca. Sou assim. Expresso-me desta forma. Não prejudico ninguém.


- Vou fazer um piercing! Tem de ser hoje!

E como a minha vida é toda feita de momentos, de vontades, saí de casa em direcção ao bairro alto para fazer o tal piercing.


quinta-feira, 18 de outubro de 2007

A germinar

Isto anda meio parado porque o tempo das cerejas já acabou...

Lancei à pouco tempo as sementes à terra (a criação deste pomar).

Os dias têm sido muito iguais a todos os outros. Estou cansada.

Cada dia que passa é mais uma intriga, de repente toda a gente me ataca e não sei porquê... Não quero falar sobre isso.

Hoje já tive uma dor de cabeça daquelas por pensar na incoerência das pessoas e na estupidez instalada...

Uma boa noite.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

1. Pegar no livro mais próximo.
2. Abri-lo na página 161.
3. Procurar o quinto paragrafo completo.
4. Transcrever para o blog.
5. Não vale escolher a melhor frase nem o melhor livro (usar obrigatoriamente o mais próximo).


"- De nada, minha senhora - disse eu. E embora ela continuasse a olhar para mim com ar ameaçador, fiquei tão surpreendida que não consegui dizer mais." in Memórias de uma gueixa de Arthur Golden.

O poder de um batom

Vesti umas jeans justas, a camisa chinesa, um casaco de fato e calcei o sapatos da Fly. Os tons predominantes eram o encarnado e o preto.
Sentei-me numa cadeira alta e deixei que me
mimassem... Resultado: pestanas XL, pele uniforme e luminosa e os lábios encarnados escuros.
Fui ter com ele ao pé das revistas.

Reagiu bem. Gostou do que viu.
Aproximou-se e limpou-me o canto da boca, ligeiramente borrado, delicadamente com um dedo.

Elogiou-me. Vi os olhos dele pousados sobre mim.
Tinha à frente dele uma criatura pequena, aperaltada, com um
quê de gueixa e um brilho diferente... Talvez mais confiante. Não se devia lembrar de ver esta faceta mais madura, dona do seu nariz e cuidada.





O poder de um batom encarnado...
"Para compreender, destruí-me."

Fernando Pessoa in Livro do desassossego



"Porque eu sou do tamanho do que vejo / e não do tamanho da minha altura."

Fernando Pessoa in Livro do desassossego


"Sim, falar com gente dá-me vontade de dormir."

Fernando Pessoa in Livro do desassossego

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

"Tudo é ousado para quem a nada se atreve"

Fernando Pessoa in Livro do desassossego

domingo, 7 de outubro de 2007

I choose my friends not by their skin or other archetype, but by the pupil.
They have to have questioning shine and unsettled tone.
I'm not interested in the good spirits or the ones with bad habits.
I'll stick with the ones that are made of me being crazy and blessed.
From them, I don't want an answer, I want to be reviewed. I want them to bring me doubts and fears and to tolerate the worst of me.
But that only being crazy.
I want saints, so they dount doubt differences and ask for forgiveness for injustices.
I choose my friends for their clean face and their soul exposed.
I don't just want a man or a skirt, I also want his greatest happiness.
A friend that doesn't laugh together doesn't know how to cry together.
All my friends are like that, half foolish, half serious.
I don't want forseen laughter or cries full of pity.
I want serious friends, those that make reality their fountain of knowledge, but that fight to keep fantasy alive.
I don't want adult or boring friends.
I want half kids and half elderly.
Kids, so they don't forget the value of the wind blowing on their faces and
elderly people so they're never in a hurry. I have friends to know who I am.
Then seeing them as clowns and serious, crazy and saints, young and old, I will never forget that 'normalcy' is a steril and imbecil illusion.


Oscar Wilde
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